terça-feira, 30 de novembro de 2010

Literatura na escola: motor de transformação?

Literatura na escola: motor de transformação?

Em seu livro, “Uma história da Literatura”, o escritor Alberto Manguel descreve: “Todos lemos a nós e ao mundo a nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, como respirar, é nossa função essencial”.
A palavra Literatura, etimologicamente falando, deriva da palavra latina littera, ae, que significa “letra do alfabeto, caráter da escrita”. Em latim, litteratura, ae, significa a ação de traçar as letras. Por metonímia, passou a designar o ato de escrever com intenção estética.
A criação de mundos ficcionais é característicos do texto literário. Além da literatura em si, existe ainda o cinema, as novelas e o teatro que são manifestações artísticas que investem na ficcionalidade.
Portanto, não devemos ter nenhum preconceito a respeito destes veículos, mas devemos entender que eles são, também, agentes do conhecimento da literatura e, certamente, da leitura.
Escrever diários ou blogues, de certa maneira, é transformador. A forma de narrar a própria vida é realmente algo que vai curando e transformando. Sem contar em leituras e escritas em outros meio como: Orkut, email, facebook, twitter, pois estes veículos, quando bem utilizados caracterizam ferramentas importantes para a propagação da leitura.
A literatura se integra no grande território das ficções e nunca sairá de cena. Mesmo que outras mídias tenham um alcance mais imediato, a exemplo da TV e da Internet.
Pensando assim, podemos afirmar que a literatura é, certamente, motor de transformação, não somente na escola, mas de toda sociedade. É através da leitura que vamos aprendendo livro a livro, as nossas vivencias e construindo em virtude, dos outros saberes, a nossa identidade.
A literatura precisa ser mais que incentivada dentro e fora das salas de aula, pois é sempre importante a leitura, sem distinção daquilo que as pessoas gostem de ler. O que dever ser feito, sem dúvida, é a perpetuação de campanhas, projetos para que haja mais leitores em todos os lugares.
Parafraseando Castro Alves “Oh! Benditos os que semeam os livros. Livros as mãos cheias e faz o Brasil pensar.” É fundamental que todos os envolvidos com a literatura: professores, diretores, pais, bibliotecários entre outros; percebam a importância de cada um neste processo de transformação e, não meçam esforços para avançar e alcançar, cada vez mais leitores, no rumo da universalização do saber.
As escolas devem voltar a exercer o seu papel de incentivadora do ato de ler, as rodas de leitura, as performances dos professores, os quais são os agentes diretos desta transformação, tem que ser cada vez mais valorizada e estimulada.
Dentro das salas de aula, onde o professor é o “rei”, precisa existir, ali, a priorização de outro “rei”, o livro, visível por todos os lados para que os “príncipes” e “princesas”, ou seja, alunos e alunas tenham livre acesso a eles sem restrição. Significando, na prática, que deve existir, sempre, livros espalhados por todas as salas e, o incentivo cada vez mais para que os alunos visitem as Bibliotecas das escolas e, também, certamente, as públicas.
Apartir deste relato podemos afirmar categoricamente que a Literatura é, sem duvida nenhuma, motor de transformação e, por isso, deve ser valorizada em todo o momento, dentro e fora da escola.

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